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A nossa reflexão do vídeo "Literacia Familiar" articulado com os TPC

   O propósito desta reflexão é para os leitores entenderem a relação da literacia familiar e os TPC, o modo como podem ser articulados e de que forma essa relação é benéfica para as crianças tanto no contexto escolar, mas também no quotidiano. Toda a nossa reflexão apoia-se no que foi referido no vídeo, o qual sugerimos que vejam, porque é extremamente enriquecedor, não só para educadores, mas também para as famílias.

   Inicialmente é importante clarificar o conceito de literacia familiar, este corresponde ao conjunto de atividades relacionadas com a leitura e a escrita desenvolvidas com as crianças, no contexto familiar de forma espontânea ou intencional. Pela importância que a literacia familiar assume no desenvolvimento das crianças, consideramos que as famílias devem apostar mais nessas práticas e devem ser valorizadas, mesmo que sejam diferentes de família para família (diversidade).

   A intenção de criar práticas de literacia nas famílias pode partir do interesse da escola, que no nosso ponto de vista, esta deve envolver mais as famílias no processo de ensino aprendizagem das crianças. O modo como a escola permite desenvolver essas novas práticas de literacia familiar é com a marcação de TPC, que muitas vezes implica a ajuda da família para a sua concretização. No entanto, também é verdade que esses TPC, que são marcados por essa entidade, é visto pelas famílias como algo que se sobrepõe às antigas práticas que eram desenvolvidas com as crianças. 

    Desta forma, consideramos que podem ser propostos por parte da escola TPC lúdicos e interessantes, que permitem que a criança fundamente os seus conhecimentos sem recorrer a um ensino reprodutivo. Assim, com a marcação de TPC diferentes, como implicar a criança em atividades do quotidiano da família como a ida a supermercados, precisar de direções ou ler um rótulo, permite que a criança desenvolve com mais facilidade a leitura e a escrita, do que com TPC repetitivos.

   Face ao exposto, atentamos que as famílias têm um impacto muito grande no desenvolvimento das crianças e que, mesmo que as crianças já frequentem a escola, devem continuar a exercer essas práticas de literacia familiar porque também são agentes importantes para o processo de ensino e aprendizagem. Para além disso, observamos que as escolas e as famílias devem ser parceiras e não apenas as escolas “pedirem para fazer TPC” com as crianças, porque as família também deve participar e dar o seu parecer.

    E vocês o que acham deste tema? Deem-nos o vosso parecer e nós teremos muito gosto em ler!

O envolvimento das famílias na realização dos TPC

    O envolvimento dos pais na realização dos TPC deve-se à necessidade de auxílio, em casos de dificuldades. Apesar de os pais não serem obrigados a saber os conteúdos escolares, porque se prossupõe que os professores é que têm essa função, a verdade é com a marcação dos TPC as crianças necessitam, por vezes, de apoio exterior. O autor Villas-Boas (2005) acredita que “[e]studos realizados em áreas diferentes, como a matemática, as línguas estrangeiras, etc, vieram trazer outro contributo ao evidenciarem que o TPC tem efeito positivo quando conta com o envolvimento dos pais, independentemente do seu nível socioeconómico ou cultural.”. 

    Deste modo, as crianças são influenciadas pelo ambiente familiar que as rodeiam, podendo isso ter consequências positivas, como a motivação para a aprendizagem, ou então negativas, como a desmotivação (Geraldo, 1983). 

    É de extrema importância a participação dos pais no processo de escolarização das crianças, já que são responsáveis e devem sempre mostrar interesse, incentivo, apoio e atenção pelos seus filhos. Assim, a escola deve criar condições para envolver os pais nesse processo, independentemente do estatuto social ou económico, valorizando os seus contributos e opiniões de forma a superarem as dificuldades das crianças. Este envolvimento da família na escola deve ser valorizado porque potencializa o rendimento e bem-estar da criança, tentando decifrar quais as necessidades da mesma.

    Os pais, sempre que possível, devem ajudar as crianças a “dar sentido às aprendizagens escolares é, por exemplo, aproximar uma lição, um exercício, uma regra que se aprendeu na escola desta ou daquela situação que se viveu.” (Meirieu, 1998). Desta forma, “[T]orna-se necessário, pois, que aos pais sejam dadas instruções concretas quanto ao modo como se espera que ajudem os filhos nos trabalhos de casa, para além dos professores se manifestarem disponíveis para qualquer esclarecimento.” (Villas-Boas, 2000).

Referências:

Captura de ecrã 2020-04-24, às 14.22.22.
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